Einstein era um gênio. As pessoas que assinam por ele, não.

Já vi umas quatro ou cinco vezes o powerpoint-jpeg bonitinho-citação de uma frase de Enstein, dizendo que é triste que as pessoas agora estejam o tempo todo prestando atenção no celular, e não nas pessoas ao redor.
Século passado, era uma conversa de rádio, reclamando que as pessoas só viam televisão.
Antes, um livro reclamando que agora as pessoas estavam ficando burras porque só queriam revistas, e –absurdo- com fotografias.

Sempre vai ter gente contra tudo. E reclamando que os outros deveriam ser como eu.

Por quê?
Bem, uma vez, Umberto Eco dividiu as pessoas em Apocalípticos e Integrados. Os que acham que o mundo está acabando, e os que acham que o melhor está para chegar. Todos ledo-enganados. É chato saber que metade da humanidade vai passar a vida inteira reclamando dos tempos atuais e querendo voltar a limpar a bunda com o dedo, porque papel é coisa moderna demais. E que o outro vai estar fazendo ouvidos moucos, olhando pro iPhone e soltando indiretas a torto e a direito.

Eu soltei dia desses em alguma rede social que triste mesmo é viver uma vida na qual as pessoas ao seu redor são mais chatas do que o chorume do Twitter. É nivelar por baixo demais, meu deus.

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