Empregos Perfeitos

Esta semana, Ovídio escreve um guest post sobre coisas legais que ele anda lendo.

Todos com mais de 12 anos já imaginamos um emprego perfeito, e obviamente desejamos trabalhar nele. Quantas vezes já sonhamos com um ou mesmo vários deles?

Com esse ideal montado, nós aprendemos, na escola, na família, nos filmes e livros, que devemos persegui-lo e que só seremos felizes se encontrarmos um emprego que atenda essas aspirações e desejos.

Foi por desconfiar bastante desse roteiro que fiquei feliz ao ler uma série de posts do sertanejo Cal Newport em seu blog Study Hacks com opiniões divergentes sobre como buscar satisfação no trabalho.

Ele cita diversos motivos e fatores para desmistificar a crença mais comum, com conclusões do tipo: o emprego perfeito é um delírio; que sua busca leva à infelicidade; que se esforçar e fazer bem qualquer trabalho é mais gratificante que viver em busca do trabalho certo.
Mas será que é errado querer ter um emprego perfeito?, um cabrito de 12 anos pode se perguntar.

Na idade dele, não.

Porém, se você amadurece e continua acreditando que existe tal emprego perfeito, você passará a maior parte de seu tempo e de sua energia delirando que um dia estará com o emprego de Steve Jobs e a saúde de Bill Gates. Como consequência, seus momentos de lucidez se passarão num trabalho odioso, oposto da fantasia, acumulando rancor e cultivando úlceras.

Ou seja, a comparação constante da realidade com a fantasia nos deixa ainda mais insatisfeitos, o que nos estimula a sonhar ainda mais com o emprego perfeito. E uma vez nesse ciclo, só poderia piorar se você fosse vascaino.

Nas palavras do autor:

“This is where the dream job trope becomes dangerous. The more you’re bombarded with messages promoting the dream job path to happiness, the more likely you are to ossify your view of the working world into normal boring jobs vs. exciting dream jobs. Once you’ve made this division, you’re much less likely to start investing the hard, unsexy, longterm work into your current career needed to grow it into something deeply fulfilling. You’ll instead save this mental energy for your vague day dreams of starting a small town wine store or teaching surfing in Cabo.”

Esse assunto é muito extenso, e  para não descumprir o prazo firmado com meu editor resolvi apresentá-lo por partes, tal qual Cal Newport.
Hoje lhes apresentei à opinião de que o ideal do emprego perfeito nos faz mal, e espero ter deixado os outros dois leitores de Tarrask curiosos o suficiente para ler os posts originais.

Na semana que vem prometo detalhar os temas de cada post e citar dicas que ele elenca para que o trabalho não seja completamente amargo.

0 Comments on “Empregos Perfeitos”

  1. “Como consequência, seus momentos de lucidez se passarão num trabalho odioso, oposto da fantasia, acumulando rancor e cultivando úlceras.”

    Cadê o highlight dessa bodega?

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