Eu queria que este blog fosse o meu portfolio.

Este post é derivado de uma conversa com o Ricardo Santiago. Espero que eu consiga passar o meu ponto de vista pra ele.

A maioria dos seguidores frequentes do meu blog sabe que eu estou mostrando portfolio aqui, ali e acolá. E se eu tivesse que contar a coisa mais interessante que aconteceu, de todas as entrevistas que fiz, foi isso:

Mandei um mail para um diretor de criação, ele viu o meu portfolio antes, e leu o meu blog. No final, depois de ver tudo, ele elogiou um anúncio (de 18) e os textos do blog. Disse que estavam interessantes, que eu pensava antes de escrever. E eu saí de lá mega-ultra-over-contente.

Quem lembra do post da janelinha, que eu falava da necessidade de termos que mudar o que colocamos no portfolio? Dos conteúdos? Das discussões que rolaram na comunidade Plane Designers, que muita gente legal entrou, mas acabou não andando muito, não sei por quê.

Ter um blog em 2002 era engraçadinho, coisa de nerd. Hoje, não. Mesmo que seja um .:the worst kind of thief:., que é visitado por pouquíssimas pessoas, e que nunca vai mudar o mundo, acho que é importante para um profissional de comunicação fazer um. É a comunicação mais básica, o antigo rádio. É você falando para o mundo, o que pensa, o que sabe, o que vale. Se o seu blog não atrai ninguém, algo há de errado. E você, comunicólogo, tem a missão de mudá-lo. E provavelmente sabe como. Há alguns leitores frequentes, poucos, mas todos eles falam comigo, respondem, comentam, mandam coisas via twitter, me ensinam. Não precisa que isso vire um brainstorm #9, que falta tempo, dedicação e talento, mas precisa que ele mostre o tipo de profissional que eu sou, e que eu posso ser.

Sinceramente, não sou mais um redator offline. Nem quero. Até em Cannes, Press é a categoria dos fantasmas, com poucos anúncios bons de verdade lutando com um monte de coisas que são legais, mas que não fazem parte da nossa profissão. Quero escrever coisas que façam as pessoas se mexerem. Nem que seja uma só. Me sinto muito melhor quando escrevo um post que recebe um comentário do que quando faço um anúncio desses que deixa o atendimento feliz, o cliente faz a sua parte, e ninguém lê. Acho que os estudantes, e também os profissionais, têm mais é que mostrar suas opiniões, seus conhecimentos, seus contatos, suas referências.

Mas, para resumir tudo, eu acho que mostro muito mais o que eu sei sobre propaganda com um post do que com um anúncio impresso. Ou seja, faça um blog. Nem que seja para você entrar na discussão sobre internet e comentar por aí, discutir e aprender. Porque a propaganda já saiu do meio impresso.

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