How the Matrix won the war

Artigo publicado no jornal Contraponto, de João Pessoa.

Para que um jovem de 18 anos talentoso e inteligente chegue a entender os conceitos de Física Teórica num nível avançado, são necessários uns 20 anos, entre graduação, pós, pesquisa, leitura e descobertas. Isso tudo para que ele entenda o que a humanidade já sabe sobre o assunto, que é tão amplo, complexo e cheio de nuances.

O problema é que o auge criativo das pessoas é em torno dos 30 anos, na metade do caminho de formação do físico. Ou seja, na idade na qual ele estará disposto a arriscar, perder e criar algo novo, ele ainda não terá formação suficiente para tal. E quando tiver 45 e for um grande conhecedor, não terá tanto “nimo para fazer descobertas.

No século XIX, era possível aprender todo o conhecimento das ciências exatas em 10 ou 20 anos, mas a evolução feita nos últimos dois séculos, exponencial, agora o torna impossível. Chegará um dia em que será necessário 40 ou 50 anos para que alguém simplesmente aprenda tudo o que há de matemática, ou chegaremos a uma época onde absolutamente ninguém consiga abarcar todo o conhecimento de uma determinada área? Ou já chegamos, e ninguém se deu conta disso?

Um computador, por outro lado, aprende instantaneamente. E, quando se descobre a solução para um problema com um computador, funciona com todos os outros. São máquinas menos perfeitas que o cérebro humano, mas aprendem muito mais rápido. Não falo sobre dados, somente, mas sobre algoritmos e software, procedimentos e soluções. Afinal, a maioria das equações matemáticas, por exemplo, são hoje feitas por máquinas.

Como tudo na matemática vai crescendo exponencialmente, estamos chegando num limite onde as máquinas são capazes de calcular coisas que os cérebros não, e através destes cálculos, chegar a cálculos ainda mais complexos, que os cientistas precisam estudar por anos e anos para entendê-los. E esses cálculos continuarão crescendo, numa proporção áurea, cruzando o limite da razão do cérebro humano. Nas ciências exatas, esta teoria louca é possível.

As máquinas poderão pesquisar as nano-cordas, os micro-universos, os quarcks, prótons e as radiações, medindo relações e estabelecendo conexões que os cérebros humanos não terão capacidade de processamento para avaliar.

E neste dia, as máquinas serão mais inteligentes que as pessoas. Pelo menos, em um tipo de inteligência. Aproximaremo-nos um pouco mais da Matrix. Locupletemo-nos enquanto os microchips ainda não têm vontade própria, porque depois eles entrarão em contato com os alienígenas e dominarão a terra.

E a culpa será do recém-aposentado Bill Gates.

Ou seria ficção científica? Se for, tudo bem. Os satélites, o submarino e a viagem à Lua também eram.

0 Comments on “How the Matrix won the war”

  1. Olha,vou ter que discordar dess epapo de que pessoas de 45 anos nao têm muito “nimo e tals.
    Eu sou preguicosa nos meus trinta e tantos.Agora,pergunta pro meu vizinho de 45 anos o que ele faz da vida…Aqui a vida é outra. As pessoas se aposentam aos 67 e olhe lá,se nao rolar de continuarem no mercado.Aos 40 voce comeca a ser respeitado nao pelo que está tentando descobrir,mas por ter vivido e te rmaturidade para avaliar situacoes e comportamentos,por exemplo. E,juro, o auge do ser humano nao eh aos 30,nem aos 20,nem aos 40. O auge do ser humano eh qdo ele se resolve consigo mesmo.

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