Na internet, ninguém liga se você é um cachorro

É uma das regras mais velhas, antiga como convencer gente de comunicação a usar a internet e não conseguir. É difícil provar que você é algo (daí a verificação em sites como o reddit, a frescura do facebook com os nomes falsos, etc), e é ainda mais difícil explicar que quem está postando aquilo não é mais você.

Dias atrás, eu fiz uma engenharia social reversa e me excluí do Twitter. Tipo, eu não sei mais a minha senha. Com algum trabalho, até daria para resgatar, mas preferi não. I’d rather not, como sempre, o mote do ano 2014. Daqui a três meses, se eu sobreviver tanto tempo sem o hábito desagradável e inútil de ficar checando a tela a cada instante, nos microtédios (copyright Ely Menezes) diários e constantes, eu até posso considerar voltar. Mas acho que não voltarei, muito menos com a frequência insana de quem perdia úteis horas do dia estando informado sobre o que não vai mudar a minha vida, num Seinfeld com menos graça.

Prefiro escrever para não ser lido. Ou blogar, como funcionava a internet antigamente, quando a maioria das pessoas que estava na rede preferia texto a imagem (sim, jovens, já houve internet sem jpg).

E o resultado disso? Nenhum. Meus tweets são lidos por algumas pessoas. Os posts também. Provavelmente pelas mesmas. Ou não. Tem gente que acha que eu sou pirata, tem gente que acha que eu sou um cachorro.

Talvez todo mundo esteja certo.

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