O que fazer com 50 mil palavras

Uma das coisas mais bacanas da internet é a capacidade de mobilizar pessoas a fazer coisas bizarras, fora da zona de conforto. Anima-se a fazer algo diferente do costume já é 50% do esforço necessário para fazer.

Há um mês, aconteceram duas coincidências: começou o NaNoWriMo e eu fiquei com muito tempo livre. Sem trabalho fixo, o mais provável era que eu ficasse em casa lendo feeds ou postando coisas aqui no blog, mas não, Tarrask Klimber decidiu, numa bela manhã de sol, topar escrever as 50 mil palavras necessárias para vencer o desafio e ter um romance escrito em um mês.

Wiking Life Novembro – escrever

Como escrever melhor é parte do meu objetivo para esse ano de Wiking Life, eu resolvi transformar o mês de novembro em mês de escrever como um psicopata, e ver se sou capaz de uma história tão longa.

Topei, comecei a escrever no segundo dia, e a @alinevalek e a @fabianelima resolveram tentar também. Não sei se continuaram, mas eu, mesmo estando bastante atrás na deadline, continuo escrevendo. Hoje, 22, passei das 30 mil, no contador do Ommwriter, e mais de 29.100 no contador do NaNoWriMo. Não me perguntem o porquê de contarem as palavras de maneira diferente. Talvez, porque uso nomes hifenados em grande quantidade, mas sei lá.

O bonito é que eu consegui escrever dez mil palavras entre ontem e hoje. Se mantiver esse ritmo, posso terminar a meta até sexta-feira. Depois, guardo o arquivo e enterro por, sei lá, dois meses.

O que são 50 mil palavras?

Gente, esse post não vai ter mais de 600 nem a pau. Meu livro de contos tem 22 mil (eu contei pra ter uma ideia de comparação), e impresso tem cento e poucas páginas. A maior história que eu escrevi, quando era adolescente nerd e tinha tempo livre, não chegou a 25, e não tinha qualidade nenhuma.

Fiquei tão emocionado por ter passado das 30 mil que precisei escrever um post pra contar.

Estou ficando com trauma de escrever

  • Não aguento mais os personagens. Não sei mais o que inventar pra eles, e falta meio livro. Talvez tenha um conto longo, ao invés de um romance, mas anyways, vamos ver.
  • Outras horas, ainda tem muita coisa pra escrever, muita coisa que não entrou, muitos espaços em branco, com uma nota do tipo (aqui, escrever uns 4 parágrafos explicando x, y e z).
  • Escrever é editar. Acho que vai dar muito mais trabalho pegar todo o texto, dividir em partes, colocar em ordem, corrigir os defeitos temporais que estão espalhados (eu não consigo mais escrever em sequência, defeito da geração blogger, chame como quiser). O plano é editar lá pra fevereiro ou março, depois que a história decante.

Eu ainda conheço pouca coisa mais interessante pra fazer do que escrever

  • Quando eu não estou escrevendo esse romance, eu não fico pensando na história, em plots ou personagens. Atualmente, estou mesmo é aprendendo a escrever. Penso em novas maneiras de começar a organizar a estrutura da história antes de escrever, como guardar notas pra ficar mais fácil.
  • Ommwriter é a coisa mais linda do mundo pra fazer rascunhos. Depois, eu vou ter que passar pro Pages, criar páginas, capítulos, notas e mais notas de várias cores diferentes, pra não me perder. Sim, uma história muito longa pode ter MUITOS furos. Atualmente, estou escrevendo um queijo suíço.
  • Conselho besta: não escreva nunca sobre esquizofrenia. Quando você começa a escrever pensamentos e falas de vários personagens diferentes, já é maluquice o suficiente. Ter dois caras dentro do mesmo cérebro é impossível de controlar.
  • Deadline funciona. Em dois dias, escrevi mais do que qualquer das semanas anteriores, só pelo medo de não acabar a tempo.

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