Os velhos estão voltando a jogar RPG.

Este artigo do Geek & Sundry vem falar de vários motivos pelos quais tem gente que costumava jogar D&D (e outros RPGs) há bastante tempo, normalmente na adolescência, e que agora, depois de um longo hiato, estão voltando a praticar este hábito.

É o meu caso. A quinta edição do jogo, lançada há pouco mais de dois anos, me fez voltar a juntar grupos (três, até agora), e narrar histórias sobre monstrinhos imaginários. O que era esquisito há vinte anos é algo quase normal, num mundo em que WarCraft, DoTA e Magic the Gathering são diversões populares, e que a palavra geek não é mais vergonhosa para adolescentes.

Jogar há bastante tempo era bastante esquisito: a gente não tinha acesso aos livros, que eram importados e raros, havia um preconceito horrível com quem gostasse de ler, a presença feminina era algo quase lendário, o google não existia para permitir pesquisar mitologias, histórias ou regras, etc.

Até agora, todas as mudanças no hobby me parecem positivas. A tecnologia ajuda a conectar gente interessada, e não precisamos repetir tantas tarefas bestas (lembro de ter lido alguns livros tantas vezes que sabia exatamente onde estava o parágrafo com as regras necessárias, devia ter estudado direito…).

Hoje em dia há coisas malucas como o Aquisitions Inc, que é praticamente uma campanha transformada em programa de internet, com transmissão ao vivo do jogo, milhões de pessoa assistindo, algo que, se o Tarrask de 15 anos ouvisse falar, provavelmente não acreditaria pelo tamanho da impossibilidade, ou o maluco do Will Weathon jogando tabletops com celebridades nerds e transmitindo a bagaça toda ao vivo. Nesta sessão, por exemplo, estão um dos designers da nova edição do D&D e o escritor da trilogia do Nome do Vento, Patrick Rothfuss, numa sessão de duas horas. QUEM É QUE ASSISTE ISSO?

Quem é que bate palmas (ou entende), quando alguém mostra uma plaquinha dizendo “Hi, I’m Drizzt Do’Urden”?

Quer dizer, fora eu. 😛

Fico bastante contente ao ver a coisa crescer e evoluir de uma maneira inesperada que só a tecnologia no fim pode fazer.

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