Lolita pela manhã.

Com sono, na varanda, Humbert escuta o silêncio do mundo acordando com uma xícara na mão, e busca com ansiedade ao seu redor por uma presença ausente.

Ela está na escola.

Escuta os devaneios loucos de algum professor psicopata. Seus olhos brilham ao escutar alguma informação nova. Lolita é curiosa, sente cócegas no cérebro quando aprende algo novo. E Humbert sabe que não pode ver esses pequenos sorrisos que ela dá quanto entende.

Por dentro, sente uma corda tensa. É a sensação que os une, e quando estão longe, ele sempre acha que está a ponto de romper.

Dentro do quarto dela, a manhã cheira a talco.

Ainda faltam duas horas.

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