Pra você que ficou no passado (uma ode aos stalkers)

A menina shuberry, responsável pela minha descrição esperançada e iludida de 2010, reblogou há um tempo um poema sagrado que eu não conhecia, e na hora que li, antes de ver o nome do autor, achei importante compartilhar com vocês. Depois que li quem era o escriba, aí ficou óbvio que eu teria que postar.

O texto é genial, não é meu, mas fica dedicado a você, criatura desaparecida, que anda vivendo por aí, deixando seus rastros, amores e dores nas redes sociais que eu fuço de madrugada para quebrar um pouco mais o meu velho e cansado coração, e para você, stalker psicopata e sem amor próprio, que fica se masturbando com memórias de fantasias acabadas do nosso namoro que acabou tarde e nunca deveria ter existido.

I Google you
Late at night when I don’t know what to do
I find photos you’ve forgotten you were in
Put up by your friends

I do, I Google you
When the day is done and everything is through
I read your journal that you kept that month in France
I’ve watched you dance

And I’m pleased your name is practically unique
It’s only you and a would-be PhD from Chesapeake
Who writes papers on the structure of the sun
I’ve read each one

I know that I should let you fade
But there’s that box and there’s your name
Somehow it never makes the pain grow less or fade or disappear
I think that I should save my soul and I should crawl back in my hole
But it’s too easy just to fold and type your name again, I fear

I Google you
When I’m all alone and feeling blue
And each scrap of information that I gather
Says you’ve found somebody new
And it really shouldn’t matter
Ought to blow up my computer
But instead…
I Google you

O autor é ele mesmo, Neil Gaiman.

UPDATE: o @tonibarros mencionou nos comentários a existência de um vídeo, onde Neil e Amanda Palmer cantam a música. Olhaí:

Comments 6

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    tarrask

    1. Foi 2010 mesmo, Toni. Escrevi no começo do ano passado um tweet, respondendo um tweet dela.

    2. Ainda não ouvi, vou catar e publicar aqui no post.

    3. Abandonei. Ele não recolhe os backtweets, e como pouquíssima gente debate aqui, mas muita gente comenta via twitter, preferi deixar o sistema do wordpress mesmo. O que achas?

    1. Post
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  2. Pingback: Como seria o desabafo de uma stalker-louca | Qualquer coisa de triste

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