Estou virando um animal de hábitos.
Não uma freira, apesar dos meus instintos lésbicos, mas o tipo de bicho que, com determinadas freqüências realiza certas ações (como ter preguiça de corrigir o coretor ortográfico e mexer naquela trema ali (já que gramaticalmente extinta, posso colocá-la no gênero feminino, que me agrada mais?)).
Ações essas incluem me repetir, escrever sobre o mesmo tema, corrigir assuntos, me obrigar a tomar vitaminas todos os dias ou estudar uma vez por semana aplicações financeiras para investir o meu pouco suado e muito trabalhado dinheirinho.
É a velhice, definitivamente. É sentar com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, mas também é a repetição a única maneira de construir algo permanente: texto se cria em repetição, música em ensaio, prédios, tijolo por tijolo.
E eu ainda prefiro esta etapa à próxima.